TROCAS COMERCIAIS 1º TRIMESTRE 2017

(mil €uros)

GRUPOS DE PRODUTOS   IMPORTAÇÃO   EXPORTAÇÃO
Agrícolas 1 731,91 81 739,17
Alimentares 30,47 46 695,48
Combustíveis Minerais 54 550,30 5 337,01
Químicos 53 119,61
Plásticos, Borracha 103,63 28 169,42
Peles, Couros 1 581,60
Madeira, Cortiça 1 949,77 2 891,57
Pastas Celulósicas, Papel 3,34 14 707,29
Matérias Têxteis 0,57 5 473,12
Vestuário 0,02 5 967,22
Calçado 0,03 6 839,52
Minerais, Minérios 191,59 12 384,77
Metais Comuns 193,63 39 126,91
Máquinas, Aparelhos 3 275,06 107 365,69
Veículos, Outros Meios de Transporte 309,95 7 422,89
Óptica e Precisão 132,73 8 516,95
Outros Produtos 14,71 21 896,11
TOTAL 62 487,70 449 234,33

 

Não obstante a persistência da crise económica em Angola e do relevante impacto sobre a disponibilidade de divisas por parte do país, o crescimento das exportações portuguesas para o mercado angolano, que já se começara a observar nos últimos dois meses de 2016, acentuou-se no 1º trimestre de 2017, com um aumento de 48,34% face ao período homólogo do ano anterior: € 449,2 milhões que comparam com € 302,9 milhões entre janeiro e março de 2016. Portugal continua, este ano, a ser o principal fornecedor de mercadorias a Angola tendo, segundo dados do INE angolano, atingido uma quota de mercado de cerca de 20% no 4º trimestre do ano passado. Os principais grupos de produtos exportados para Angola mantiveram-se inalterados: máquinas e aparelhos (€ 107,4 milhões), produtos agrícolas (€ 81,7 milhões) e produtos químicos (€ 53,12 milhões, incluindo medicamentos e produtos de saúde), representando 53,9% do total das mercadorias exportadas.

Já as importações portuguesas provenientes de Angola sofreram, entre janeiro e março do corrente ano, uma quebra de 71,2% face a idêntico período de 2016, baixando o seu valor para € 62,5 milhões, face aos € 216,7 milhões no 1º trimestre do ano transato. As exportações angolanas para Portugal perderam, no período em apreciação, cerca de 5,3% do seu peso no cômputo global das importações portuguesas extracomunitárias: de 6,9%, em 2016, para 1,6%, em 2017.

Embora o principal produto adquirido por Portugal continue a ser o petróleo (combustíveis minerais – € 55,6 milhões), que corresponde a 87,3% do total importado, nos primeiros três meses deste ano foi notório o aumento da importância dos sectores não petrolíferos no comércio externo angolano, ao “ganharem” 10,1% ao petróleo no total das exportações angolanas para o mercado português; no 1º trimestre de 2016, o petróleo só por si representava 97,4% desse total. Assim, e ainda no 1º trimestre de 2017, a seguir aos combustíveis minerais Portugal importou de Angola, nomeadamente, máquinas e aparelhos (€ 3,3 milhões), madeira e cortiça (€ 1,9 milhões) e bens agrícolas (€ 1,7 milhões). Os presentes valores poderão levar-nos a acreditar estarmos perante uma alteração nas características da economia angolana e a assistir aos primeiros reflexos da implementação da política de diversificação das actividades económicas no país.

Em resultado do aumento registado nas exportações portuguesas para Angola e na retração das exportações angolanas para Portugal, o saldo da balança comercial bilateral sofreu um aumento de 348,9% no 1º trimestre de 2017 face ao período homólogo do ano anterior, favorável a Portugal, passando de € 86,15 milhões, em 2016, para € 387 milhões, em 2017.

 

Elaborado pela CCIPA com base em dados do INE Portugal e do INE Angola

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