TROCAS COMERCIAIS
Nos primeiros dois meses de 2012, as exportações portuguesas para Angola registaram
um valor de 391.969 mil euros, correspondente a mais 28,94% do que no período homólogo do ano anterior. As importações portuguesas atingiram um valor de 403.059 euros, mais 94,27% do que nos dois primeiros meses de 2011.
2012-05-16
COOPERAR COM ANGOLA
Brasil – Angola está a negociar uma nova linha de crédito com o Brasil, para utilizar em
projectos de infra-estruturas, energia e sector industrial. A cooperação entre ambos os
países assenta numa componente económica bastante dinâmica, com mais de 66 empresa brasileiras a investir no mercado angolano, tornando-se o Brasil um parceiro importante no processo de reconstrução nacional de Angola.
Cerca de 300 angolanos com o estatuto de bolseiros estudam no Brasil, em áreas das tecnologias e engenharia. Além destes, existem ainda outros estudantes de convénio, que, do ponto de vista consular, têm os mesmos direitos.
2012-05-16
DESENVOLVIMENTO NA HUILA
Um Programa de Fomento ao Empreendedorismo vai ser implementado na Huila, visando a criação de negócios por parte dos cidadãos, uma iniciativa do governo, que vai ser executada pelos bancos de Comércio e Indústria (BCI) e Millennium Angola. Esta acção irá facilitar o acesso de microempresas e microempreendedores
ao crédito para financiamento dos seus custos de exploração e investimento
e contribuir para o alargamento do mercado nacional de bens e serviços. Serão
priorizados a agricultura, pecuária, pesca, indústria transformadora e serviços de apoio ao sector produtivo.
Umplano de captação, tratamento e distribuição de água potável à cidade do Lubango e ao município da Humpata, beneficiando cerca de dois milhões de habitantes, vai ser implementado por uma empreiteira alemã, com um investimento do governo angolano. Com financiamento da União Europeia, está a ser implementado um projecto, denominado “Kumosi”, para a melhoria da produção das culturas agrícolas,
no norte da província, pela organização não-governamental Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA).
O governo provincial investe, este ano, 1,5 bilião de Kwanzas em programas de água potável, que visam melhorar o sistema de abastecimento à cidade. Existemainda cerca de 40 projectos a aguardar aprovação, no âmbito do programa “Água para Todos”.
2012-05-16
DESENVOLVIMENTO EM LUANDA
A cidade de Luanda conta com um plano de iniciativas de impacto económico e social, que integra quatro programas que vão intervir na melhoria de manutenção do saneamento básico e organização das actividades económicas da capital: o programa Luanda limpa, mercados populares, balneários e cozinhas comunitárias
e ainda o programa de apoio aos pequenos negócios.
A Zona Económica Especial (ZEE) de Luanda/Bengo integra 20 unidades de produção em
funcionamento, entre as quais as fábricas de torres metálicas, de cabos e fios eléctricos, de material eléctrico, de aparelhagem e equipamentos,
fibra óptica, tubos PVC, tubos de HDPE de grandes dimensões, materiais de embalagens
de plástico, iogurtes e gelados, equipamentos de exploração avícola, massas alimentares, cobertores e lençóis, calçado, águas, transportes, soro fisiológico, consumíveis hospitalares e um laboratório de medicamentos e
serviços de formação profissional e comercial.
Os bairros de Cazenga, Sambizanga e Rangel estão a ser objecto de profundas reconversões, coma implantação de novas infraestruturas de abastecimento de água, energia, saneamento básico, drenagem, comunicações e a dotação
de equipamentos sociais, como escolas, hospitais, bibliotecas, áreas desportivas e culturais e espaços verdes.
2012-05-16
DIAMANTES
As exportações de diamantes, para a China e outros países, excederam os 2.000milhões de dólares, em 2011. Há muitas áreas à espera de serem exploradas e Angola está aberta aos investidores chineses que queiram criar empresas mistas.
Os diamantes são das principais exportações angolanas para a China, a seguir ao petróleo.
2012-05-16
INDÚSTRIA TÊXTIL
As grandes indústrias têxteis do período colonial, África Têxtil, Satec e Textang, estão em obras de recuperação, reabilitação e modernização, a cargo de uma empresa japonesa.
Quando as obras de recuperação e modernização da Textang forem concluídas, em Agosto de 2013, a fábrica regressará à fiação de algodão, tecelagem, tingimento e estampagem de tecidos. E quando estes sectores estiverem implantados
e a funcionar bem, a empresa implementará a produção, acabamento e manufactura
de tecidos. O espaço fabril, com uma dimensão de 30mil metros quadrados, vai estar
preenchido com máquinas e equipamentos de última geração, de origem japonesa.
Para responder às necessidades da indústria têxtil, que caminha para o seu relançamento, o governo angolano está a estimular a produção de algodão, que já foi relançada na província de Cuanza Sul e estando projectada também a produção em Malanje, onde vai ser instalada uma fábrica de descaroçamento e fiação de algodão.
2012-05-16
AGRO-PECUÁRIA
Angola tem menos de um por cento de fábricas de ração de milho necessárias e precisa
de mais indústrias do género para apoiar o programa do governo, que visa o relançamento da produção de ovos e carne. Esta necessidade do país foi assinalada pelo Presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), que sublinhou a quase inexistência de moageiras que produzam farinha de milho e fuba de bombó e de rações para alimentar suínos e galináceos.
O Brasil e a Argentina são, neste momento, os principais fornecedores de farinha de milho para Angola.
2012-05-16
COMÉRCIO
Estrangeiros dominam o pequeno comércio, tomando conta dos pequenos negócios que
se considera deveriam ser área exclusiva dos angolanos. Os comerciantes angolanos cedem os respectivos alvarás aos estrangeiros, uma prática à margem das normas que regulam a actividade comercial no país.
2012-05-16
BANCOS
O Banco Internacional de Crédito (BIC) integrou cerca de 220 balcões, com a compra do Banco Português de Negócios (BPN). Em Angola, o BIC é maior rede privada, com 172 balcões.
O Finibanco Angola, uma instituição financeira de capitais luso-angolanos, tem disponíveis mais de 20 milhões de dólares para conceder créditos. O banco dispõe de 10 agências, em Luanda, Huambo e Lobito e vai abrir mais nas cidades de Benguela e Lubango, ainda este ano.
2012-05-16
SEGUROS
A actividade seguradora tem-se expandido em Angola, ao longo do tempo, no sentido de abarcar os mais diversos segmentos. Segundo o responsável (Aguinaldo Jaime) de um grupo de trabalho para o estudo da actividade seguradora, esta pode aumentar a produtividade, facilitar, expandir e estabilizar a actividade económica, surgindo como protectora do segurado, em caso de ocorrência de risco. Além disso, “o seguro pode actuar como catalisador do financiamento, do investimento, do consumo e das exportações”. A ausência de seguro leva os agentes económicos a desistir de determinadas actividades económicas, principalmente daquelas que oferecem maior risco e garantem mais retorno. As seguradoras podem desempenhar um papel importante como investidores institucionais, pela oferta de capitais de longo prazo ao sistema bancário e no mercado de capitais, o que ajuda ao financiamento da economia, sobretudo em actividades que dele necessitam a médio e longo prazo.
Por esse conjunto de razões, os poderes públicos não podem alhear-se da importância dos seguros e devem regular a actividade, no sentido da conciliação possível entre os vários interessados: segurados, seguradores, gestores e accionistas.
O mercado segurador integra já o Instituto de Seguros de Angola, a Associação Angolana de Seguros, o recente anúncio do seguro sobre as importações, já em fase adiantada, e a criação do Grupo de Trabalho sobre o Estudo Diagnóstico do Mercado Segurador e de Fundos de Pensões.
Segundo um estudo da KPMG, o mercado segurador mantém um crescimento sustentado e acelerado, desde a sua liberalização no ano 2000, verificando-se o aumento de seguradoras a operar no país, com mais cinco em processo de licenciamento. À semelhança das seguradoras, a estrutura de mediação e corretagem
também tem vindo a aumentar e há já 21 sociedades a operar no país, enquanto outras
11 aguardam por licenciamento. Luanda conta actualmente com 15 agências, seguindo-
se a Huíla com 6, Benguela, Huambo e Bié com 5 cada, Cabinda e Namibe com 3, Cuanza Sul, Malanje e Lunda-Sul com duas, e as restantes províncias com uma agência cada.
2012-05-16
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