Criada a Câmara de Agricultura Luso-Angolana

Na sequência do desafio lançado pelo ex-Ministro português da Agricultura, Capoulas dos Santos, durante a visita oficial do Primeiro Ministro António Costa a Luanda, em setembro de 2018, empresários dos dois países juntaram-se com os objetivos de manter a cooperação e fomentar a relação bilateral no sentido do estabelecimento de parcerias estratégicas no sector agrícola, criando a Câmara de Agricultura Luso – Angolana (CLAA). A CLAA pretende ser uma entidade privada sem fins lucrativos que terá como principal atividade o fomento das relações comerciais entre empresas portuguesas e angolanas, numa altura em que a agricultura se tornou numa prioridade na cooperação bilateral, com a finalidade de reforçar a agricultura familiar e reduzir a fome em Angola, principalmente nas províncias do Sul – Namibe, Cunene e Kwanza Sul -, muito afetadas pela seca. Considerando que Portugal vai administrar um fundo comunitário de € 60 milhões, dos quais € 48 milhões são especificamente dirigidos a projetos agrícolas angolanos (FRESAN – Projeto de Fortalecimento da Resiliência e da Segurança Alimentar e Nutricional em Angola, celebrado entre a União Europeia e o Governo angolano em 14 de agosto de 2017), foi assinado, no seu âmbito, um protocolo que incluía, também, a criação da Câmara de Agricultura Luso-Angolana, a qual terá, para além das finalidades mencionadas, a valência de bem gerir os fundos comunitários para a promoção e desenvolvimento de políticas agrícolas nos dois mercados.

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